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OOTD: Be Kind


Lace Blouse c/o HERE

Finalmente estou de férias! E claro que há muitas novidades para vos mostrar nos próximos tempos. Hoje mostro uma pequena viagem no tempo, como já é habitual por aqui.

A verdadeira e arrepiante historia por detrás de Phineas and Ferb



Quem não conhece os desenhos animados Phineas e Ferb? Os desenhos animados da Disney são bem conhecidos desde que estrearam em 2008, mas sabem qual é a verdadeira história? Foram inspirados em factos reais e a verdade é bem mais assustadora do que a ficção.

Personal: O dia que não foi


Ela corria vinda do nada, com lágrimas nos olhos sem saber para onde ir. Esbarrou-se com ele, como da primeira vez. Ele segurou-a nos braços e olhou-a nos olhos como tantas vezes o tinha feito. Ela estava assustada e feliz por ter encontrado um porto seguro após fugir à tempestade. Não era possível que aquele fosse o seu porto seguro depois de quase ser o seu naufrágio... Ele olhou-a e tentou acalmá-la sem saber de onde ela vinha, afastou-lhe os cabelos e viu as marcas na pele. Perguntou o que se passava, mas dela só veio silêncio, de olhos postos no chão, a sentir-se uma criança assustada sem saber para onde ir.
Sem palavras, abraçou-a como nunca costumava fazer. Ela estava relutante a deixar-se abraçar de novo por quem já a tinha magoado tanto. Mas naquele momento, toda a mágoa parecia pequenina face ao medo que sentia. Abraçaram-se sem dar pelo tempo passar, enquanto a rua continuava agitada e as pessoas não paravam.
- Anda, quero mostrar-te uma coisa! – disse ele, enquanto lhe limpava as lágrimas e lhe segurava a mão.
- Podes só levar-me a casa? – perguntava ela enquanto mantinha os olhos no chão. Não era algo fácil de se pedir depois de tanto tempo, mas a ideia de percorrer as ruas sozinha assustavam-na mais do que tudo.
Ele respondeu afirmativamente. Entraram no carro, e ele começou a conduzir na direcção contrária á de sua casa. Ela reclamou, ficou assustada e pediu para a levar a casa.
- Não tenhas medo de mim. Sabes eu sou um idiota, sou um traste, mas não sou nenhum animal e não vou fazer nada de mal. Só te quero mostrar uma coisa. Calma.
Ela ponderou gritar e saltar do carro em andamento, numa imagem que lhe fazia lembrar o GTA. Mas acabou por desistir. A verdade é que ele nunca lhe faria mal. Partiu-lhe o coração uma data de vezes, mas nunca lhe provaria um arranhão.
Saíram da cidade, e entraram numa zona quase deserta, por estradas de terra batida e rodeadas de montes. Ela estava desconfiada e amedrontada sobre as intenções dele. Ele saiu do carro e abriu-lhe a porta. Escondeu os telemóveis e a bolsa na mala do carro, e conduziu-a a um pequeno caminho. O caminho era muito ingreme e acidentado, recheado de pequenas pedras que dificultavam a caminhada. Havia uma espécie de pedreira no cimo do caminho, ele apontou para lá e ela disse que não ia conseguir subir para aquelas pedras todas. Ele ignorou a sua falta de confiança e deu-lhe a mão, subiram uma e outra pedra, ele largou a mão e viu-a com esforço percorrer o mesmo caminho que ele. Num dado momento, quando as pedras não estavam tão seguras como parecia, ela sentiu que ia cair, gritou e ele agarrou-lhe o braço e puxou-a para cima. Finalmente chegaram. A vista daquele lugar deixou-a siderada. Era possível ver a cidade, as vilas em volta, o rio e as montanhas.
- Este lugar dava umas fotos incríveis. – disse ela arrependida por não ter levado o telemóvel.
- Sabes, tens de deixar de querer fotografar o mundo inteiro e passar a vivê-lo. Podes sempre guardar a paisagem na tua memória. Será só tua.

- Bem, pelo menos a caminhada valeu a pena. Quase parti os ossos todos do corpo mas valeu a pena.
- É como a vida. Vale sempre a pena, mesmo quando parece que não.
Ela olhou para ele com espanto. Ele nunca falava a sério, mas por algum motivo estava a fazê-lo. Ele olhou para ela, sorriu e voltou a olhar em frente, onde o sol brilhava por entre as árvores. E continuou.
- É difícil subir isto, é mesmo. Não o terias feito se não te tivesse dado a mão. Mas depois de começares era importante que conseguisses caminhar sozinha. Só o fizeste porque sabias que eu estava lá. Quando quase caíste, eu segurei-te. As pedras por baixo dos teus pés não eram seguras, mas por baixo dos meus também não o eram, sabes? Quando te agarrei a mão e tu ficaste com a sensação de que estava tudo bem, de que estavas em segurança, eu temi cair por ali abaixo, e pior, levar-te junto. Nem sempre o meu chão é tão seguro como tu pensas que é, por vezes tenho tanto medo como tu, mesmo que faça com que pareça que está tudo bem. Só porque não quero que tenhas medo, não significa que não compreendo os teus medos. Compreendo, porque muitas vezes são os mesmos que os meus.
Eles olharam-se e depois olharam em frente. Ele queria entender o que ele lhe disse, mas as coisas voavam na sua cabeça enquanto pensava em tudo que tinham passado. Ficaram a olhar a paisagem durante algum tempo, até que ele lhe apontou outra pedra, mais longe e mais a baixo.
- Vamos para aquela pedra.
 - Não, não vamos. Se descermos depois temos de subir e posso cair.
- A vida é feita de altos e baixos, e não podemos ter medo deles. Anda.
Ele começou a descer, e ela receosa seguiu-lhe os passos.
- Boa aqui está sombra, vês nem tudo é mau nos baixos da vida. Em compensação, não temos lugar para nos sentar, porque não se pode ter tudo.
Ela sorriu, enquanto procurava evitar os espinhos e encostar-se confortavelmente à grande pedra. Ele encostou-se ao seu lado e ficaram assim, durante muito tempo, até que o sol começou a desaparecer. Era hora de ir embora.
- Agora não te ajudo, sobe sozinha.
Ela subiu, colocando os pés estrategicamente nos mesmos locais onde ele colocou. Seguindo cuidadosamente o mesmo caminho que ele fez não havia como cair.

Depois disso ele deixou-a em casa. A sós com os seus sonhos, com os seus medos e principalmente, com as suas certezas insanas.